Caso Larissa: uma semana depois, morte de esposa de PM segue sem resposta
Larissa Cruz Morata foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro de casa. Marido, que é policial militar, está preso temporariamente


Uma semana após a morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, a investigação ainda tenta esclarecer o que aconteceu na casa onde ela vivia com o marido, o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A técnica em radiologia foi encontrada morta com um tiro na cabeça no domingo (6/9), e o caso, inicialmente registrado como morte suspeita, passou a ser investigado também sob a hipótese de feminicídio.
Vinicius estava na residência quando a polícia foi acionada, por volta das 11h. Aos agentes, ele afirmou que Larissa havia cometido suicídio. O soldado acabou preso no dia seguinte, durante o velório da esposa, depois que a Polícia Civil identificou inconsistências em seu depoimento. Ele foi levado à delegacia e, posteriormente, transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
O que o policial contou
Em depoimento, Vinicius afirmou que havia conversado com Larissa sobre o fim do relacionamento horas antes da morte. Segundo o relato, ele teria ido dormir depois da conversa e acordado ao ouvir um barulho que imaginou ser de “vidro quebrando”.
A versão apresentada pelo soldado é a de que Larissa teria tirado a própria vida. A defesa sustenta essa hipótese e afirma que pretende entregar à investigação mensagens que, segundo os advogados, indicariam que a técnica em radiologia já havia manifestado pensamentos suicidas diante de um eventual rompimento.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA família de Larissa, porém, contesta essa versão. A avó da jovem, Maria Aparecida Morata, disse à imprensa que ela tinha planos para o futuro e negou que estivesse passando por um processo de separação.
“Ela tinha planos de vida. Ela ia perder o filho que ela ama demais, demais. Ela era doente pelo filho dela. Ela ia colocar silicone agora no final desse mês, ela tinha uma consulta marcada no posto de saúde. Ela comeu um pastel comigo quinta-feira, a gente entrou pra visitar uma loja. Ela não tava brigando e não tava com problema nenhum”, disse.
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